quarta-feira, 27 de junho de 2012


Jornalista realiza curso de Oratória na Casa do Advogado

Em parceria com a OAB Barretos, a jornalista Luciana Gomes realiza de 16 a 27 de julho, de segundas a sextas, o curso Como Falar em Público - Desinibição e Técnicas de Oratória, na Casa do Advogado. Aberto a participação de todos os profissionais interessados em melhorar seu desempenho em público, o curso acontece diariamente, das 19h30 às 20h30. São 20 horas de aulas teóricas e práticas para uma turma restrita a 15 vagas. As inscrições podem ser feitas na Casa do Advogado de Barretos (rua 18, nº 2773), informações pelos telefones: (17) 3325 1353 e 3323 9953.
As aulas são divididas em temas, que vão desde os princípios da oratória, até técnicas de roteirização de discursos e improviso. Ao final, os participantes recebem certificado. Luciana Gomes é jornalista e radialista, já ministrou aulas na área de comunicação do Senac e é docente de oratória há 12 anos. O curso foi dimensionado para proporcionar aos alunos condições de falar para todos os tipos de plateia, sabendo planejar o discurso.

Curso: Como Falar em Público - Desinibição e Técnicas de Oratória
Local: Casa do Advogado
Período: De 16 a 27 de julho, segundas a sextas, das 19h30 às 22h30
Inscrições abertas até 15 de julho, vagas limitadas.
As inscrições podem ser feitas na Casa do Advogado de Barretos (rua 18, nº 2773), informações pelos telefones: (17) 3325 1353 e 3323 9953.
Investimento Total:
            Advogados inscritos na OAB: R$ 200,00
            Estudantes de Direito: R$ 250,00
            Outros profissionais: R$ 300,00

terça-feira, 19 de junho de 2012

Para falar em público


CURSO: COMO FALAR EM PÚBLICO
Desinibição e Técnicas de Oratória

OBJETIVO:
Proporcionar aos participantes, através de aulas teóricas e exercícios práticos, o desenvolvimento pessoal em Oratória, o maior controle emocional e a desinibição na frente de diferentes públicos.

PUBLICO ALVO
Profissionais das mais diversas áreas e todos aqueles que, por algum motivo, não estão satisfeitos com seu desempenho na exposição oral em público. Sem limites de idade.

MÓDULOS
- Princípios da Comunicação
- Princípios da Oratória
- Estilos de Oratória
- O Improviso
- Roteirização do Discurso
- Postura Corporal
- Postura Ambiental
- Higiene Vocal
- Recursos Auxiliares


DEFINIÇÃO DE ORATÓRIA

do Lat. oratória
s. f.,
arte de falar ao público;
retórica;
a eloquência do foro, do púlpito ou das assembléias;
peça dramático-musical baseada na vida de um santo ou em fatos da História Sagrada.


 “Muitas pessoas são bastante educadas para não falar com a boca cheia, porém não se preocupam em fazê-lo com a cabeça oca”.
Orson Welles


DEFININDO A COMUNICAÇÃO

A essência da Comunicação é passar uma mensagem que seja compreendida. Para que a Comunicação se faça são necessários três elementos básicos:

• Emissor: é a fonte de onde parte a mensagem, é quem inicia a comunicação. O emissor pode ser alguém falando, gesticulando, interpretando, etc.; pode ser um grupo querendo se comunicar através de um veículo, como no caso da televisão, do rádio, e outros.
• Mensagem: é o que se quer passar através da comunicação. A mensagem é, propriamente, o conteúdo da comunicação. Pode ser passada de várias maneiras.
• Receptor: é o objetivo ou indivíduo a ser alcançado através da comunicação. O receptor é quem recebe a mensagem passada pelo emissor. Ele pode entender ou não a mensagem. Se entendê-la a comunicação é realizada com sucesso.

CODIFICANDO A MENSAGEM
Para ser transmitida a mensagem precisa ser codificada. Codificar a mensagem é transformar a vontade de  comunicar-se em ato concreto. O código escolhido define se a comunicação poderá ser entendida ou não. A mensagem pode ser codificada através da fala, dos gestos, da escrita, dos sons, e tantos outros códigos da comunicação.

O RUÍDO NA COMUNICAÇÃO
Chamamos de ruído os fatores externos que interferem na comunicação fazendo com que seu sucesso seja prejudicado. O ruído aqui não se restringe ao som, o conceito abrange todo tipo de interferência.


POSTURA CORPORAL

O ponto mais importante da postura corporal para a fala é o eixo vertical entre a coluna cervical e o resto da coluna vertebral. Ele deve ser mantido reto, sem quedras, para possibilitar a movimentação livre da laringe a projeção adequada da voz. O orador deve sempre evitar a postura displicente, por exemplo, falar sentado na cadeira ou encostado em alguma coisa.
Deve, também, evitar os maneirismos, isto é, torcer os dedos, mexer na roupa, estalar os dedos, esfregar as mãos, bater palmas ou tocar objetos sobre a mesa.
O orador deve sempre agir com espontaneidade. Não deve prender as mãos tornando-as imóveis, lançando-as para trás, imobilizando-as, nem adotar gesticulação teatral exagerada. A melhor atitude com relação aos próprios gestos, é esquecer as mãos, falando com naturalidade procedendo com elas, da mesma forma como quando conversamos comumente.

A MÍMICA
Quando se fala em MÍMICA pensa-se em forma de expressar-se através de gestos, mas o conceito da mímica vai além dos gestos. A mímica é sim uma forma de expressão, mas inclui além da gestualização a atitude do corpo, o jogo fisionômico e a expressão do "ser" como um todo. A boa oratória baseia-se na harmonia que deve existir entre a palavra, a atitude, a fisionomia e o gesto. Portanto na eficácia da mímica.

ATITUDE DO CORPO
Na atitude do corpo é preciso ser o mais natural possível, a postura revela a própria personalidade. É a exteriorização não só da idéia, como também do sentido que ela lhe causa. O orador deve estar a vontade à frente do auditório para poder se expressar de forma inteira e, só assim, conquistar seus espectadores.
Os movimentos dos braços e das mãos que vão dar ao orador os elementos básicos de gestualização para sublinhar, completar e interpretar as palavras. A gestualização apropriada constitui a maior dificuldade para o orador.

OS GESTOS
Os gestos são o complemento da expressão verbal. Ao falar, todo o mundo gesticula. Na oratória o orador que não sabe gesticular torna a sua peça fria e inexpressiva. O gesto se compreende como sendo um ato ou uma ação, por meio do qual se procura dar força às palavras, no sentido de se influenciar pessoas.
O que o orador não pode esquecer é que, ao discursar, os gestos devem ser extremamente comedidos, pois os gestos discursivos são algo diferente dos gestos que fazemos ao falar no nosso dia-a-dia, onde as pessoas não estão circunscritas às normas e regras da oratória. Isto quer dizer que se deve gesticular sem exageros porque em oratória os gestos devem ser, apenas, o esboço dos gestos reais.

A EXPRESSÃO FACIAL
O jogo fisionômico traduz o "estado d'alma" do orador, sendo que a cabeça, parte mais nobre do corpo humano, desempenha papel fundamental, devendo, por isso, ficar em posição normal e correta. A fisionomia é a expressão da personalidade. Em oratória uma fisionomia carrancuda, por exemplo, causa antipatia na platéia ou mesmo desdém; enquanto que o sorriso rasgado, ou fora de hora, indica frivolidade ou perturbação emocional.
Os olhos, chamados poeticamente de "janelas da alma", são peças fundamentais na conquista do público. É através deles que vais se processar aquele intercâmbio invisível da simpatia. O olhar do expositor deve percorrer sempre a platéia inteira, não se circunscrevendo, ou mantendo, a sua atenção para este ou aquele lado, em especial.

DICAS DE GESTUALIZAÇÃO
  • ·        Para sublinhar a amplidão ou nobreza do pensamento ou sentimento do que vai se dizer, lançar-se um pouco para trás, curvar o tronco e erguer a cabeça.
  • ·         Para indicar que vai confundir o opositor, pode-se inclinar em sua direção, com o corpo diminuído e endireitar-se bruscamente no final da frase que conclui a demonstração.
  • ·         Para acentuar o que se está dizendo, deve-se empregar frases curtas e pontuar cada parada com um movimento seco do braço, com o cotovelo colado ao corpo.
  • ·         Para marcar um espanto e até indignação, leve a mão à cintura e empregue a forma interrogativa.
  • ·         Para adquirir a sobriedade dos movimentos, exercita-se a repetir diariamente duas ou três frases sem acentuá-las com qualquer gesto.
  • ·         Só dirija-se especificamente a um espectador se souber como fazer de forma a não ofendê-lo. Se conhecer alguém na platéia cite-o pelo nome para travar maior intimidade com o público.

  
RESPIRAçãO

Função principal: permitir as trocas gasosas entre o organismo e o meio ambiente, através das trocas de O2 e CO2.
Função básica à comunicação: Respirar significa insuflar de vida.embora a função primária da respiração seja efetuar trocas gasosas entre o meio ambiente e o organismo, imprescindíveis a continuidade da vida, os antigos já sabiam que a respiração não apresenta apenas um mecanismo fisiológico para a captação de oxigênio e eliminação de gás carbônico. O ciclo respiratório apresenta duas faces, separadas entre si por um pequeno intervalo.

CICLO RESPIRATÓRIO

Inspiração: movimento originado pela entrada de ar nos pulmões. Nesta fase ocorre movimentação ativa do músculo. Ocorre o aumento do volume da caixa torácica.

Expiração: saída de ar dos pulmões. Nesta fase o processo é passivo, pois ocorre relaxamento do diafragma e das paredes musculares da caixa torácica.

Pausa: tempo de suspensão ou retenção compreendido entre uma inspiração e uma expiração, assim como entre uma expiração, assim como entre uma expiração e uma inspiração seguinte.

ARTICULACÃO
A fala, além da voz, implica em articulação clara e precisa dos sons (fonemas). O movimento articulatório dos fonemas subdivide-se em: Consoantes e Vogais. O aparelho articulador é formado por: lábios, língua, bochechas, palato. Para articular determinado fonema alguns órgãos entram em atividade e outros não,  delimitado as zonas de articulação. Quando a articulação foge dos padrões normais ocorre distúrbio articulatório.
  • ·         Entonação
  • ·         Pontuação
  • ·         Ritmo


A VOZ

A voz é uma das extensões mais fortes de nossa personalidade e se aguçarmos nossos sentidos, reconheceremos que esta extensão é mais profunda em sua dimensão não-verbal (altura, intensidade, qualidade vocal, etc.) do que na verbal (estrutura lingüística). Além disso, em todas as situações de emissão poderemos ter vários níveis de análise, de leitura vocal: leitura dos parâmetros físicos, psicológicos, sociais, culturais e educacionais de um determinado falante.
Nunca a voz teve tanto poder e tantas possibilidades de uso como as que hoje dispõe. Através dos registros em discos e fitas de comunicações de rádio, de telefone e de todo o sistema eletro-eletrônico de transmissão de ondas sonoras, quase nos acostumamos com a voz.
A voz falada, cantada, ou uma simples exclamação apresenta três funções:
·   Função de Representação - a voz comunica alguma coisa, ou seja, seu uso está relacionado ao conteúdo da mensagem verbal.
·    Função de Expressão - a voz revela alguma coisa do falante, como sua idade, seu nível sócio-econômico-cultural, seu estado emocional, etc.
·  Função de Apelo - a voz deseja e provoca uma reação no ouvinte, o que significa que existe sempre uma intenção, freqüentemente inconsciente, no tipo de voz que se utiliza no discurso.

A voz é veículo de nossa inter-relação, de comunicação, um meio de atingir o outro. A voz é o “tato á distância”, como tão bem conceituou Bonnier. Isto nos leva a refletir sobre o porquê de algumas vozes nos “tocarem” mais que outras, comunicando mais profundamente sua imagem. É uma experiência diária o fato de identificarmos uma pessoa pela sua voz. Quando falamos ao telefone com alguém que não conhecemos vai se formando em nossa mente uma série de imagens que nos permite visualizar o nosso interlocutor. O refinamento deste processo é tal que, além de atributos mais simples como sexo, idade e procedência, chegamos a projetar, por vezes, o tipo de estrutura física, as expressões faciais e até mesmo a cor dos cabelos do interlocutor.

ATRIBUTOS DA VOZ
·  INTENSIDADE: som forte ou fraco. São determinantes da intensidade; amplitude, vibração e tensão das pregas vocais força e impulso do ar.
·     ALTURA VOCAL: relaciona com a freqüência de vibração das pregas vocais. Altura  grave a aguda.
·   QUALIDADE VOCAL: conjunto de características que identificam a voz humana. É a qualidade que permite identificar a pessoa que está falando. A qualidade vocal fornece informações  sobre as características do indivíduo: estrutura emocional, grupo social e educacional que o indivíduo pertence, estrutura física.

INFLEXÃO DA VOZ
Dominando a dicção e a altura da voz, faz-se uso dela para transmitir sensações e sentimentos através de sua inflexão. Por exemplo:
·    Quando pretender comunicar gravidade, responsabilidade, auto-domínio, fale calmo, baixo, usando uma voz tendendo para doce.
·   Quando pretender a força de uma personalidade dominadora, firmeza de espírito inquebrantável, caráter forte, use um tom forte em voz miuto firme, revelando energia.
·        Quando pretender afetividade, poesia amorosa, meiguice, use um tom abaixo do normal em voz doce, veludosa e lenta.

HÁBITOS VOCAIS INADEQUADOS
O hábito constante de tossir e pigarrear pode facilitar o aparecimento de alterações nas pregas vocais, com irritação e descamação do tecido.

Alimentação - no período de uso intensivo da voz, deverá ser leve e constituída de muitas fibras, para solicitar o trabalho de mastigação e auxiliar na abertura de boca e no treinamento da musculatura facial. Alimentos excessivamente condimentados e pesados precisam ser evitados, pois sua digestão é lenta, dificultando a livre movimentação diafragmática.

Vestuário - golas altas ou apertadas, lenços e colares no pescoço, corpete, cintas largas e justas no abdomem limitam a livre movimentação da laringe e do diafragma. Salto alto induz á tensão do diafragma e da musculatura vizinha á coluna vertebral.

Hábitos de competição sonora - a competição sonora pode ser vocal (ambientes com várias pessoas falando ao mesmo tempo) e não vocal (ruído de máquinas, transito da rua). Os indivíduos automaticamente elevam a voz e colocam seu aparelho fonador sob tensão e esforço.


Planejando o Discurso

§  O que dizer?
Domino o assunto a que me proponho? Quais áreas mais domino? O que é relevante?

§  Com que público vou falar?
Como é formada a platéia que vai me ouvir?

§  Quanto tempo necessito ou disponho?
Quanto pode durar meu discurso e quanto ele realmente deve durar?

§  Como dizer?
Que estilo de fala eu adotarei para ser compreendido pelo público?

§  Onde vou falar?
Como é o local? Devo falar em tribuna?

§  Como me apresentar?
Qual o traje mais adequado a esta circunstância?

§  Do que vou necessitar?
Que tipo de recursos ou equipamentos tenho a minha disposição?

§  Quais informacões complementares preciso?
Sei tudo o que preciso sobre o evento?

As partes do Roteiro

O exórdio ou introdução
Contato orador/ auditório. Indicação do assunto de que se trata. Para que o ouvinte seja informado e para que seu pensamento não fique em suspenso. "O auditório mostra-se atento ás coisas que se revestem de importância, que pessoalmente lhe dizem respeito, ao que provoca admiração e causa agrado". Aristóteles .

O Enunciado ou Proposição
O orador apresenta o assunto, de uma só vez ou por temas separados, enunciando o que pretende demonstrar (propositura).

A Exposição ou Narração
O orador desenvolve a argumentação, expondo suas idéias.O objetivo é mostrar que o fato narrado existe, ou é incrível, ou que tem importância, ou tudo isso.

A Refutação ou Contestação
O orador procura destruir os argumentos que já foram expostos pelo antecessor, ou que possam vir a ser apresentados pelos conseqüentes. Em caso de discurso de apoio a outro, utiliza-se o momento para reforçar argumentos ou de outro, enaltecendo o brilho, o caráter e o sentido de justiça, etc.

A Confirmação ou Recapitulação
O orador procura resumir, em poucas palavras, todo o seu discurso e tirar as suas conclusões finais( síntese)

A Peroração ou Exortação
O orador procura exaltar os ânimos dos ouvintes e fechar com muito brilho o seu discurso, deixando uma boa impressão em todos e a sensação de terem ouvido o mais sensato, justo e crível discurso.

Roteiro Simplificado

De maneira prática, podemos resumir em três aspectos:
·         O Começo (Exórdio e Enunciação): Indicação do assunto, preparação da platéia, exposição do assunto por temas ou de uma só vez.
·   O Meio (Exposição e Refutação): Desenvolvimento da argumentação, demonstrando que o fato existe, ou é incrível ou tem tal importância. Destruição e/ou desqualificação dos argumentos do opositor que antecedeu o orador ou o sucederá.
·   O Fim (Confirmação e Peroração): Fechar, resumindo o discurso e expondo as conclusões. Deixar boa impressão, levando o ouvinte a sentir paixões.

Dicas de Roteiro
§  O início do discurso deve ser curto, breve mesmo!
§  O meio do discurso é muito importante por ser o motivo pelo qual os ouvintes se dispuseram a prestar atenção no orador.
§  É fundamental preparar convenientemente esta que é a parte principal do discurso.
§  O ouvinte tem o direito de receber de um orador algo de valor: divresão, informação ou inspiração.
§  Os princípios seguintes devem nortear a preparação do corpo de um discurso:
§  tenha em mente, com máxima clareza, a idéia central,
§  domine com segurança o assunto que se propõe a discutir.
§  divida o corpo do discurso em duas, três oyu quatro partes.
§  exponha a idéia central, mas tenha por norma não argumentar muito.
§ inicie o corpo do discurso com idéias interessantes e acessíveis.

·         A conclusão: estando o corpo do discurso devidamente preparado, a argumentação se intensificará mais e mais, à medida que o orador se aproxima da conclusão. Conseguir um clímax impressionante no fim do discurso requer uma análise inteligente da idéia central de modo que toda a subdivisão do discurso se baseia no ponto central. Um discurso, que atinja o clímax no princípio, ou em qualquer trecho antes do fim, sempre deixa a desejar. Algumas formas de concluir:

§  Sintetizar, de modo geral, os pontos principais do discurso.
§  Completar com uma citação literária.
§  Concluir com uma opinião animadora, ou congratulando-se com os ouvintes.
§  Citar brevemente a história.
§  Concitar a assistência e tomar alguma iniciativa.
§  Contar brevemente uma história ou estória engraçada.


Postura ambiental

Conheça o local em que vai falar com antecedência, procure ficar sozinho neste local e observe cada detalhe dele com muita calma e atenção. Tente relaxar e se sentir a vontade. Procure chegar antes que o público no dia do discurso e recuperar a intimidade com o local. Antes de começar a exposição faça alguns exercícios respiratórios em silêncio, tente relaxar e só pense em você mesmo. Concentre-se no que vai dizer e não em como vai dizer. Faça um pré-aquecimento silencioso  esfregando as mãos e movimentando os braços e pés.
O orador deve apresentar-se decentemente trajado, sem luxo, nem ostentação. Mas o mais importante é que esteja extremamente à vontade em sua própria roupa. Evite "estréias" de roupas, sapatos, acessórios e perfumes no dia em que for se apresentar publicamente.
Ao encaminhar para a tribuna, ou ao subir e descer dela, procure não incomodar a platéia, não agindo de forma precipitada ou aflita. O andar deve ser calmo e compassado. Uma vez discursando, caminhe sempre que achar necessário ou quando estiver sentindo desconforto na posição ereta.  Ande de um lado para o outro com passos firmes e lentos, sem perder o olhar dirigindo ao público, sem baixar a cabeça e sem se afobar, e claro, sem perder o raciocínio. Ande o mínimo possível.
Gestos como abotoar o paletó, apertar o cinto, ajeitar a blusa, tirar o colar, apertar ou desapertar a gravata, e outros assim, devem ser feitos antes de subir a tribuna. Além de distrair o público, mostra o descaso do orador com sua própria preparação.
Mesas e objetos que possam servir de apoio devem ser ignorados, o apoio do corpo passa a impressão de insegurança ou ainda de desleixo. Também não se deve falar sentado, salvo raríssimas exceções, pois se perde muito do poder de domínio da platéia e da forca da eloqüência.
Trave um clima de cordialidade e simpatia com o público, mas cuidado com o excesso de intimidade. Sempre que puder ilustre seu pensamento com histórias e parábolas e evite as piadinhas.


Recursos Auxiliares

Para os oradores obrigados a longas exposições, ou ainda, para aqueles que não dominam completamente a ansiedade, há a possibilidade de lançar mão da tecnologia em função de ilustrar o discurso. Mas todo cuidado é pouco quando é feita a opção de usar instrumentos e equipamentos auxiliares ao discurso.
Além de conhecê-los muito bem, necessita o orador de não se deixar levar pela facilidade de equipamentos e acabar por não ter a dedicação necessária na preparação do próprio discurso.

LOUSA
Seu uso só é aceitável em casos nos quais o orador necessite escrever uma sentença para que o público a entenda e para tanto não dispõe de nenhum outro tipo de equipamento. Ultrapassada inclusive como equipamento pedagógico, a lousa é hoje a representação de idade da pedra na oratória.

RETROPROJETOR
Utilizado nos casos de exposição de esquemas ou resumos. Seu uso deve restringir-se a público razoavelmente pequenos,em ambientes com condição de visibilidade perfeita da projeção.

SLIDES
Não devem se tornar o centro do discurso, mas um auxílio visual apenas ilustrativo. O orador não pode se deixar intimidar pela imagem, mas já que recorreu a ela deve fazer com que todos a entendam.

AUDIOVISUAIS
Só são usados em casos de ilustrar o discurso com casos práticos ou realizados especialmente para o próprio discurso. O orador que usa de audiovisuais tem que saber escolher o momento certo para introduzi-lo de forma a que não seja um filminho solto no meio do discurso, agindo como ruído na comunicação.

DATASHOW
Multimídia- este método de ilustração do discurso não deve ser encarado como o máximo em tecnologia, mesmo porque não o é. Quando feito com a preocupação de conter todos os dados da exposição. Mas quando usado adequadamente, serve como instrumento eficaz.

Exercícios Vocais
Extraídos do livro Cica - o livro do Trava Língua

Pintor português
Paulo Pereira Pinto Peixoto
Pobre pintor português,
Pinta perfeitamente
Portas, paredes e pias,
Por parco preço, patrão.

Se o Pedro é preto,
O peito do Pedro é preto
E o peito do pé do Pedro é preto.

Três pratos
De trigo
Para três tigres
Tristes.

Alô, o tatu taí?
Não, o tatu num tá.
Mas a mulher do tatu tando,
É o mesmo que o tatu tá.

O pinto pia,
A pipa pinga,
Pinga a pipa
O pinto pia.
Pinto pia,
Pipa pinga.
Quanto mais
O pinto pia
Mais a pipa pinga.

Olha o sapo dentro do saco,
O saco com o sapo dentro,
O sapo batendo papo
E o papo soltando vento.

Pedreiro da catedral
Aqui está o padre Pedro?
Qual padre Pedro?
O padre Pedro Pires Pisco Pascoal.
Aqui na catedral tem três padres Pedros Pires Piscos Pascoais.
Como em outras catedrais.
 
Tempo
O tempo perguntou pro tempo
Quanto tempo o tempo tem.
O tempo respondeu pro tempo
Que o tempo tem tanto tempo
Quanto tempo o tempo tem.

Jabuticabeira
Jabuticabeira pequenina,
Quando te
Despequeninajabuticabeirarizarás
Tu?
Eu me
Despequeninajabuticabeirarizarei
Ao se
Despequeninajabuticabeirarizararem
Todas as pequeninas jabuticabeiras
Ainda não
Despequeninajabuticabeirarizadas.

Quando toca a retreta
Na praca repleta
Se cala o trombone
Se toca a trombeta

O Rato e a Rosa Rita
O rato roeu a roupa do rei de Roma,
O rato roeu a roupa do rei da Rússia,
O rato roeu o rabo do Rodovalho...
O rato a roer roía.
E A Rosa Rita Ramalho
Do rato a roer se ria.


ALGUMAS CURIOSIDADES SOBRE COMUNICAÇÃO

Formas de Comunicação
  • 7% com a VOZ
  • 38% com o TOM da voz
  • 53% com olhar, semblante, mãos, gestos, postura...

Formas de Aprendizado
  • 20% OUVINDO
  • 80% VENDO

Nós Lembramos
  • 20% do que ouvimos.
  • 50% do que ouvimos e vimos.
  • 80% do que ouvimos, vimos e participamos.

As CORES, o que comunicam:
Quando usadas corretamente
·         aceleram a comunicação
·         aumentam a motivação
·         aumentam a disposição na leitura
·         melhora e cresce a compreensão

  • VERMELHO - estimula

  • AZUL - acalma

  • AMARELO - atenção

  • VERDE - crescimento

  • CINZA - estabilidade

Um Bom Visual
  • Força ordem e seqüência.
  • Seleciona idéias chaves.
  • Evita o esquecimento de pontos importantes.
  • Reduz o tempo.
  • Infunde confiança no orador.

Comunicação Visual Positiva é:
  • Visibilidade.
  • Clareza.
  • Simplicidade 

Todos os direitos reservados. Luciana Gomes